sábado, 22 de junho de 2013

Toc, toc.

Toc, toc:



Toc, toc.. Foi o som que ouvi, e temi atender. Ignorei por um tempo, mas não exitei em atender. Caminhei lentamente até a porte, e já podia ouvir sua respiração. Ao girar a maçaneta, pensei em voltar atrás. Meu coração só faltava pular para fora do meu corpo, mas algo me dizia para continuar. Enfim abri, e deixei-o entrar. Dei as costas e me sentei. Enquanto Ele se aproximava de mim, olhando nos meus olhos certos. E foi quando ficamos cara a cara, encarando um ao outro sem medo e sem dó. Eu podia ler seus pensamentos, e Ele os meus. Já estávamos conectados. E até hoje, o carrego para onde eu for, até hoje convivo com a dor. As vezes Eu sou eu, e as vezes sou Ele. E nos meus sonhos, conversamos para manter a paz dentro de mim. Fecho os olhos quando preciso de conselhos. E quando preciso agir, Ele me faz forte. Ele sou Eu, e Eu sou ele. Toc, toc, foi o som que ouvi, e não exitei em atender, e não me arrependo. Toc, toc, eu ouvi. O som do silêncio gritante, silêncio cortante.

Ass: Biel Sullivan

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